Tivemos em nossa última reunião de
oração um período de louvor, e entoamos uma canção que particularmente gosto
muito. Uma das estrofes é a seguinte:
“A vinda eu anseio do meu Salvador
Em
breve virá me levar
ao céu aonde vou para sempre morar,
Com os remidos na
Luz do Senhor...”
Belíssima estrofe! Mas ainda fico me
questionando por vezes com qual frequência temos pensado sobre a eternidade e
com qual intensidade almejamos a Pátria Celestial.
Será que estamos tão presos a esta vida
presente, ao ponto de nos esquecer de onde realmente somos?
Acredito que sim! Deixamo-nos envolver
tanto com as coisas desta vida e fazemos de tudo para ver cada área que nos
cerca estabilizadas, e ao mesmo tempo, como bons cristãos, ter nossa consciência
totalmente descansada e em paz.
Não penso que haja erro pensarmos desta
forma. Somos filhos de um Pai Amoroso, que ama abençoar os seus, mas até onde
usados destas verdades “apenas” para satisfação do nosso ego? Ou ainda, quando
pensamos da seguinte maneira: “Se tenho experimentado coisas boas aqui na
terra, imagine nos céus...”?
Estamos tão envolvidos com as coisas desta vida,
tão acostumados a ter, a desejar algo “para mim” e acomodados com “o que possuo”
e ainda “vou conquistar para mim”, que por vezes nos esquecemos de onde
verdadeiramente somos.
Desejar o céu, é desejar ser livre das
dores do tempo presente, é desfrutar de uma existência completamente ausente da
angústia que tanto nos aflige o peito, ou ainda fazermo-nos distanciar da
perversidade deste mundo vil e de nossa própria carne. E por assim ser, este
almejo pela eternidade é nada mais do que o desejo de estarmos face a face com
Aquele que baniu todas essas coisas na Cruz. “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o
Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme
o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas
as coisas” (Fl. 3:20,21)
Glorifiquemos então, pelo fato de ainda não
termos tudo estabilizado, seja dentro, seja fora de nós... Algo precisa nos
empurrar para Cristo e eu creio que Ele mesmo o faz usando de situações
diversas para levar-nos até o centro de sua vontade e consequentemente à
Eternidade com Ele, o “céu, o lindo céu que com Cristo vamos morar...”
Escrito em 17 de Junho - Outono de 2015
Escrito em 17 de Junho - Outono de 2015
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